Uma por dia


Incêndio na Serra de Monchique

 

   18-09-2016

Incêndio na Serra de Monchique 


No dia em que o maior incêndio deste ano na Serra de Monchique foi definitivamente dominado, 09-09-2016, estive na frente ativa da Ribeira de João de Lagos, já muito próximo da Refóias, onde tenho uma pequena mata de medronheiros, com sobreiros à mistura, herdados dos meus avós paternos.

Das muitas imagens que lá obtive, esta foi uma das que mais me impressionou. Poderia talvez dizer simbolicamente que aquela árvore ao centro - um sobreiro (Quercus suber) - e as que a ladeiam à nossa direita - medronheiros (Arbutus unedo) - entregam a alma ao Criador através das chamas que irrompem das suas pernadas e as reduzem a cinzas...

 


 

Libélula Crocothemis erythraea

 

   01-09-2016

Libélula (Crocothemis erythraea)


Repito esta libélula (Crocothemis erythraea) por não resistir à cor deste macho com tonalidades tão variadas
.

Habitualmente, surgem-nos apenas com um vermelho escarlate que já de si é espetacular, mas este primou e, para além do escarlate, exibe o púrpura e o magenta.

As fêmea não são vermelhas mas dum amarelo dourado igualmente encantador.

 


 

 

Amendoim

 

   26-08-2016

Amendoim (Arachis hypogaea)


Esta é a flor do amendoim (Arachis hypogaea), mais conhecido por alcagóita ou ervelhana na Região de Monchique. Todos nós já alguma vez consumimos as suas sementes, no mínimo para acompanhar com uma cervejinha fresca ou com um bom cálice de aguardente de medronho.

Quando era jovem, esta era a minha cultura favorita. Quer na sua sementeira, quer na assistência ao seu crescimento, incluindo a rega, quer na arranca. Arranjava-se sempre uma oportunidade para surripiar uns baguinhos e comê-los, mesmos crus, às escondidas dos adultos...

Talvez nem todos saibam mas estas flores, depois de fecundadas, lançam uma guia que cresce até se introduzir na terra e, uma vez lá, produz as vagens com as sementes no seu interior. É um processo muito interessante de se observar.

Na nossa região, está quase na altura de proceder à sua colheita e, seguidamente, à seca das suas vagens, processo que também tem uma forma muito peculiar de se fazer. Arranca-se a planta por inteiro da terra e coloca-se no local da seca em posição invertida de forma que as vagens fiquem voltadas para cima a apanhar sol. Só depois de estarem bem secas, se retiram da tal guia que as liga à planta.

 


 

 

 

Libélula Orthetrum Cancellatum

 

   21-08-2016

Libélula (Orthetrum cancellatum)


- Mais uma libélula que podemos observar por aí, nesta época do ano, próximo de onde haja água; a Orthetrum cancellatum
.

Este exemplar é um macho que procurava a todo o custo uma fêmea por quem se apaixonar. E vou-vos mostrar que ele realmente conseguiu o seu objetivo...

 

Libélula (Orthetrum cancellatum)


Ela não tardou a aparecer e, garanto-vos, aquilo foi amor à primeira. Literalmente..
.

Ora vejam o que aconteceu em frações de segundo:

 

Libélula (Orthetrum cancellatum)

 


 

Libélula Crocothemis erythraea

 

   16-08-2016

Libélula (Crocothemis erythraea)


- Esta libélula (Crocothemis erythraea) é uma das muitas que podemos observar por aí, nesta época do ano, próximo de onde haja água
.

Nada de especial sei a seu respeito senão que tem uma cor escarlate que dá nas vistas. De facto, é muito bonita e facilmente a conseguimos localizar.

Este é um macho e a fêmea não é vermelha mas dum amarelo dourado também maravilhoso.

 


 

 

Pato-real

 

   22-07-2016

Pato-real (Anas platyrhynchos)


- O Pato-real (Anas platyrhynchos) é o pato mais vulgar que por cá temos e facilmente domesticável. O macho é muito vistoso mas a fêmea, como na maioria das outras espécies de patos, passa um pouco despercebida.
Vemo-la aqui com a sua prole cuja plumagem de juvenis é igual para todos e pouco tem a ver com o pai ou a mãe.

Esta é a época em que reproduzem e quem os quiser ver visite o Parque da Juventude de Portimão onde várias Patas-reais, que vivem em liberdade, se fazem acompanhar dos seus filhotes. Cada uma faz uma postura com um número variável de ovos pelo que já contabilizei proles desde seis até catorze patinhos.

Já agora, só por curiosidade, duas destas patas surpreenderam-me na atitude de defesa dos filhotes. Ambas se atiraram a mim em voo quando me aproximei para os fotografar. Uma delas feriu-me mesmo num braço com o bico e as unhas das patas provocando-me um ligeiro sangramento. Para elas, a minha homenagem e todo o meu apreço.

 


 

Pavão-comum

 

   11-07-2016

Pavão-comum ou Pavão-indiano (Pavo cristatus))


- O Pavão-comum ou Pavão-indiano (Pavo cristatus) é por demais conhecido de todos pelo que não necessita de grandes explicações. É originário do sul da Ásia e a ave nacional da Índia.

Quanto à fotografia aqui apresentada, trata-se da pavoa do Parque da Juventude de Portimão que este ano, para gáudio da minha neta Beatriz (e do avô, claro), nos presenteou com cinco crias que se apresentam com um aspeto de quem se está a desenvolver normalmente sem quaisquer percalços.

Na época passada, tinha criado apenas um filhote fêmea que se mantém no Parque. Com uma ano de idade, ainda não atingiu a maturidade sexual que ocorre somente no segundo ou terceiro ano de vida.

 


 

'Strawberry Moon'

  

   20-06-2016

'Strawberry Moon', a Lua cheia de junho 


♦ 'Strawberry Moon' é a designação inglesa para a Lua cheia de junho. Hoje, coincidiu com o solstício de verão, o que é um caso raro que só se voltará a repetir daqui a muitas décadas quando eu já não estiver por cá.

Ao olhar para a 'Lua de morango' desta noite, não lhe encontrei o brilho e a nitidez habituais. Mas eu sei bem que não é dela, são os meus olhos...

 


 

Glossário Monchiqueiro

  

   26-05-2016

Gossário Monchiqueiro 


Caros amigos

O Grupo de Dinamização Cultural 'O Monchiqueiro' esgotou o seu stock de exemplares do livro Glossário Monchiqueiro para venda.

A partir de agora, quem desejar adquirir um dos poucos exemplares disponíveis, poderá dirigir-se ao autor, Mário Duarte, pelos seguintes meios:

Telefone: 933 204 852

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Facebook: https://www.facebook.com/refoias (mensagem privada).

Obrigado a todos.

 


 

Pernilongo

 

   13-05-2016

Pernilongo (Himantopus himantopus)


- O Pernilongo (Himantopus himantopus) é uma ave que frequenta salinas, charcas e outras zonas húmidas. Tem aqui lugar pela sua graciosidade tanto em terra como em voo. Costuma-se dizer que parece uma miniatura da cegonha-branca e, excluindo o bico, a comparação tem a sua razão de ser.

Na verdade, o que nele sobressai são as longas pernas que parecem ter um comprimento um bocadinho exagerado em relação ao tamanho do corpo. Certamente por isso, os ingleses conhecem-no por 'fio dental'. Mas o bico e as asas também não lhes ficam muito atrás...

E não deixa de ser um passarinho ternurento...

 


 

Flamingo-comum

 

   12-05-2016

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus)


O Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) é uma ave de grande porte e rara beleza.
Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, é muito fácil observá-lo na Natureza. Basta dirigirmo-nos ao sítio certo na época do ano certa. Aqui no Algarve, pode ser visto em diversos locais tais como Sapal de Castro Marim, Ludo (Faro), Lagoa dos Salgados (Albufeira), Rio Arade (Portimão), Ria de Alvor, Espargueira (Mexilhoeira Grande), Paúl de Lagos, etc.

 

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus)


É uma ave migrante que se reproduz por essa Europa fora e norte de África. No entanto, já foi confirmado ter-se reproduzido, ainda que esporadicamente, na Lagoa dos Salgados.

Na altura em que tirei estas fotografias, vi-os na Ria de Alvor e na Espargueira, em duas colónias que chegaram ter cerca de cem indivíduos cada.

 

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus)

Visto de perto, tem um aspeto um pouco bizarro comparado com muitas outras aves. Em especial o seu bico, com uma forma estranha mas muito útil. Com ele filtra, da água e lodo dos sapais e lagoas, os pequenos organismos de que se alimenta. Em regra, algas microscópicas, pequenos camarões, moluscos e sementes.

 

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus)

Como se pode ver nas fotografias, a coloração varia de indivíduo para indivíduo sendo uns mais rosados do que outros quer nas penas quer do bico e patas. E é impressionante a envergadura de corpo e asas dum animal que pesa, no máximo, apenas quatro quilos.

 

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus)

 


 

Alvéola-amarela

 

   10-05-2016

Alvéola-amarela (Motacilla Flava)


- A Alvéola-amarela (Motacilla flava) é muito semelhante às outras duas espécies de alvéolas que conheço por cá. O que a distingue mais facilmente delas é a quantidade de cor amarela das suas penas em quase todo o corpo.

Tal como as outras, é muito irrequieta e tem o hábito de agitar a cauda vertical e persistentemente quando se desloca no chão. Por outro lado, não gosta muito que nos aproximemos dela e afasta-se rapidamente num voo ondulado e relativamente baixo.

 


 

Gato-doméstico

 

   06-05-2016

Gato-doméstico (Felis silvestris catus)


- O Gato-doméstico (Felis silvestris catus) começa sempre como na fotografia acima e termina habitualmente como na imagem de baixo.
Normalmente, quando os humanos se metem com a Natureza, os resultados não são grande coisa...

Relativamente à domesticação do gato-selvagem (Felis silvestris), inicialmente, transformaram-no num caçador de ratos. Posteriormente e, em especial na atualidade, fizeram dele um 'mariquinhas' - desculpem o termo - que parece ter medo dos referidos roedores, come a ração que lhe dão em casa e vai para o quintal do vizinho divertir-se a caçar pequenos pássaros.

Trata-se dum felino implacável, exímio caçador e um dos raros animais que, tal como os humanos, se diverte a caçar 'por desporto', isto é, sem que tenha necessidade disso para se alimentar.

Estas fotografias foram tiradas anteontem, 04-05-2016, no mesmo local - Quinta Pedagógica de Portimão - com um intervalo de poucos minutos. Levava comigo a passear a minha neta de ano e meio. Portanto, não percebeu o que se passou. Mas, um dia, espero, entenderá...

 

Gato-doméstico (Felis silvestris catus)

 


 

Poupa-euroasiática

 

   03-05-2016

Poupa-euroasiática (Upupa epops)


- A Poupa-euroasiática (Upupa epops) é uma ave com uma plumagem e um aspeto tais que, de imediato, captam a nossa atenção. O comprimento do seu bico e o exotismo da sua poupa são algo pouco vulgar na nossa paisagem natural.

Não bastando isso, tem ainda outras caraterísticas interessantes, tais como ser uma das raras espécies que inclui na sua ementa a processionária (Thaumetopoea pityocampa) na sua fase larvar e, por isso, se torna muito útil ao homem não só porque, como todos sabemos, a lagarta do pinheiro ou processionária é perigosa para o homem e outros animais por causar alergias graves, mas também porque se trata duma praga que causa grandes prejuízos nos pinhais.

Popularmente, esta ave é acusada de ser muito pouco asseada pois é habitual sentir-se um cheio nauseabundo nas proximidades do seu ninho devido ao facto de ela acumular grande quantidade de fezes das crias dentro da toca onde se encontram. Porém, há uma boa explicação para isso. É uma forma de os defender de eventuais predadores que são impelidos a afastar-se ao sentir tão grande fedor.

Mas, para agravar a situação, ainda possui uma glândula na base da cauda que segrega uma substância, igualmente fedorenta, que ela espalha nas penas com o mesmo intuito de autodefesa e proteção dos seus ovos, em especial, contra agentes patogénicos. Em resultado disso, até ao final do choco, os ovos vão mudando de cor até passarem de branco azulado a castanho avermelhado.

 


 

Glossário Monchiqueiro

 

   26-04-2016

Lançamento do livro 'Glossário Monchiqueiro'


- O livro Glossário Monchiqueiro foi finalmente apresentado em sessão pública, no dia 25 de Abril, dia da liberdade, simbolizado, como todos sabemos, pelo cravo vermelho.

Às personalidades que me acompanharam, nomeadamente, o Senhor Presidente da Câmara de Monchique Dr. Rui André, que presidiu à sessão, à Professora da Universidade do Algarve Doutora Maria Alice Fernandes, que apresentou o livro, e ao Presidente da Direção do Grupo de Dinamização Cultural 'O Monchiqueiro' Dr. José Manuel Furtado, que moderou os trabalhos, toda a minha gratidão.

A todos aqueles, amigos, conhecidos ou amantes da nossa região de Monchique, que compareceram e aos que gostariam de ter participado mas, por qualquer motivo, não o poderam fazer, igualmente o meu muito obrigado.

Agradeço também a todos os que já adquiriram o livro e aos que o venham a adquirir futuramente, por se interessarem pela nossa cultura e a ajudarem a divulgar dessa forma.

Como sabem, os direitos de autor desta edição pertencem ao Grupo de Dinamização Cultural 'O Monchiqueiro', proprietário e editor do Jornal de Monchique, pelo que ao comprarem o livro estão também a ajudar aquela associação cultural da nossa terra.

Mais uma vez, obrigado a todos!

 


 

 

Convite

 

   20-04-2016

Convite para o lançamento do livro 'Glossário Monchiqueiro'


Para todos, muito em especial aqueles que não tive possibilidades de contactar diretamente, aqui fica o convite.

Conto com a vossa presença.

Obrigado.

 


 

Glossário Monchiqueiro - Sessão de lançamento

 

   20-04-2016

Lançamento do livro 'Glossário Monchiqueiro'


- O livro Glossário Monchiqueiro será lançado em sessão pública a realizar no dia 25 de Abril, às 16 horas, no restaurante Fonte dos Chorões, situado no Largo dos Chorões em Monchique.

Estão todos convidados. Conto com a vossa presença.

Obrigado.

 


 

Perdiz-vermelha

 

   18-04-2016

Perdiz-vermelha (Alectoris rufa)


- A Perdiz-vermelha (Alectoris rufa), como as restantes aves que por aí temos, veste agora a sua plumagem mais garrida. Começou a época da reprodução e já acasalou. Até ao princípio do verão, ficaremos a saber do sucesso ou insucesso do seu esforço pela manutenção da espécie. Para já, é imprevisível.

 


 

Cegonha-branca

  

   10-04-2016

Cegonha-branca (Ciconia ciconia) 


• A Cegonha-branca (Ciconia ciconia) é uma ave de todos sobejamente conhecida. Por mais que não fosse porque alguns de nós poderemos ter vindo pendurados no seu bico quando fomos entregues às nossas mães... Coisa que jã não acontece na atualidade e, certamente por isso, o enorme declínio da natalidade no nosso país...

Há poucos anos atrás, esteve quase extinta em Portugal, mas as medidas de proteção adotadas parecem ter resultado e, agora, abunda em muitas zonas.

Esta foi apanhada no Ludo, bem juntinho ao aeroporto de Faro, a preparar o almoço com uma pequena enguia ao natural...

 


 

Abelharuco-comum

  

   08-04-2016

Abelharuco-comum ou europeu (Merops apiaster) 


• O Abelharuco-comum (Merops apiaster), também chamado Abelharuco-europeu, é uma ave de cores acentuadas e muito variadas, que aparece por cá nesta altura do ano e migra para África no final do verão.

Vem aqui reproduzir-se, nidificando em túneis que constrói em ribanceiras arenosas e chegam a atingir cerca de dois metros de comprimento.

Como se pode ver, é muito vistoso, mas tem o inconveniente de, segundo a tradição monchiqueira onde é conhecido por Belharós, quando aparece a voar em bando sobre nós, prenunciar o tempo suão que é detestado pelos agricultores.

Por outro lado, como se alimenta preferencialmente de abelhas e insetos semelhantes, tem como inimigos os apicultores que se lhes arrepiam os cabelos só de verem esta ave nas proximidades das suas colmeias.

Mas lá que é duma beleza invulgar ninguém o pode negar...

 


 

A primeira fã...

  

   08-04-2016

Gossário Monchiqueiro, a primeira fã... 


• Esta foi a primeira fã do 'Glossário Monchiqueiro'. Logo que viu o livro em cima da minha secretária, agarrou-se a ele com um interesse que até parecia entender do que se tratava. Para ela era, obviamente, mais um brinquedo...

 


 

Glossário Monchiqueiro

  

   08-04-2016

Lagarto-de-água (Glossário Monchiqueiro 


• O 'Glossário Monchiqueiro' já está disponível para venda podendo ser adquirido na sede da editora - Grupo de Dinamização Cultural O Monchiqueiro (Jornal de Monchique) - na Rua de S. Pedro, Edifício da Casa do Povo, 1.º andar, Monchique, ao preço de 12 euros.

Quem pretenda que ele lhe seja enviado pelo correio deverá optar por uma das seguintes modalidades:

Portugal:

- Pagamento antecipado: Efetuar transferência de € 14,61 (preço de capa acrescido de € 2,61 de portes de correio) para a conta PT50003504890000233273038 do G.D.C. O Monchiqueiro. Enviar comprovativo da transferência com nome e morada do comprador;

- Envio à cobrança: Efetuar encomenda ao G.D.C. O Monchiqueiro e pagar no ato do recebimento € 16,95 (preço de capa acrescido de € 4,95 de custos de correio);

Estrangeiro:

- Contactar o Grupo de Dinamização Cultural O Monchiqueiro (Jornal de Monchique). Todos os contactos para:

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telefone: 282 911 300

Facebook: https://www.facebook.com/jornaldemonchique.

A sessão pública de lançamento do 'Glossário Monchiqueiro' está prevista para o dia 25 de Abril, pelas 16H00, em Monchique. Oportunamente, divulgarei mais pormenores.

Ficam todos convidados e conto com a vossa presença! Obrigado.

 


 

 

Lagarto-de-água

  

   30-06-2015

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) 


• O Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) é uma espécie endémica da Península Ibérica. Como tal, só existe em Portugal e Espanha, estando confinado a uma pequena parte dos respetivos territórios, em especial, na região norte. A sul, existe apenas em pequeníssimos núcleos, um dos quais, e único no Algarve, se localiza na Serra de Monchique. Em toda a minha vida, apenas vi dois; um a caminho do Alferce, outro a caminho de Marmelete.

É um réptil com uma combinação de cores inebriante e pouco habitual. Azul, verde e amarelo, cinzento e castanho, distribuídas por três setores do corpo. Esta fotografia foi obtida no rigor do inverno pelo que a sua coloração estava bastante esbatida com o animal em fase de hibernação. Para além disso, nota-se que havia perdido uma secção da cauda que, ao refazer-se, bifurcou e lhe deu este aspeto pouco usual.

O Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), está atravessar uma fase de grandes dificuldades na Serra de Monchique, devido à perda de habitat, correndo o risco de se extinguir por cá. Para sobreviver e se reproduzir, necessita de cursos de água regulares rodeados de vegetação autóctone - amieiros, castanheiros, fetos-reais e outros - que têm vindo a reduzir-se progressivamente devido, em especial, à introdução do malfadado eucalipto, uma das 'árvores malditas' provenientes da Austrália que, onde são introduzidas, inviabilizam todas as espécies autóctones anteriormente existentes.

Pela sua beleza, raridade e situação de fragilidade em que se encontra, o Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) é um dos meus animais de eleição. No que estiver ao meu alcance - infelizmente nem sei bem como - terá toda a minha colaboração para que continue a ser visto pelos meus vindouros e com eles conviva em total harmonia.

 


 

 

Gralha-preta

  

   29-06-2015

Gralha-preta (Corvus corone) 


• A Gralha-preta (Corvus corone) é um corvídeo em tudo muito semelhante ao seu 'primo' Corvo-comum (Corvus corax). À vista desarmada, é muito fácil confundi-los, pois distinguem-se apenas pela menor envergadura da Gralha-preta e pelas vocalizações que emitem. Os hábitos são quase os mesmos, no entanto, a Gralha-preta é muito mais cosmopolita que o Corvo-comum que, habitualmente, só pode ser visto em zonas mais afastadas da 'civilização'. Em termos de inteligência, são considerados dos animais mais desenvolvidos que existem.